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Outubro Rosa na ACEFS: Prevenção não impede o câncer de mama, mas pode evitar mortes, diz mastologista

Outubro Rosa na ACEFS: Prevenção não impede o câncer de mama, mas pode evitar mortes, diz mastologista

 “A prevenção não evita que a doença se instale, mas que a pessoa morra por causa do câncer de mama”. O recado claro e objetivo é do mastologista Flavio Amorim, que encerrou com chave de outro a programação do Outubro Rosa na Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana (ACEFS). Ele defendeu o exame clínico das mamas em toda mulher com mais de 20 anos e foi enfático: “Não cabe negligência”.

Afirmando que todos os sintomas (secreção no mamilo, têm que ser investigados, pois é uma questão de cuidado e zelo, o palestrante disse também que mesmo as mulheres que não apresentam sintomas devem fazer o rastreamento, por meio da mamografia. O Ministério da Saúde determina que o exame deve ser feito a partir de 50 anos, mas o médico acredita que o correto seria aos 40 anos.

Flávio Amorim lembrou que o foco do Outubro Rosa – ele citou também o Novembro Azul, campanha direcionada para o homem, com relação ao câncer de próstata – é despertar a preocupação com o diagnóstico precoce do câncer de mama. O palestrante lembrou a importância do autocuidado e atenção aos sintomas (derrame mamilar, linfonodos aumentados, secreção transparente ou sanguinolenta, dentre outras).

“O câncer de mama é uma doença silenciosa, escondida”, alertou o mastologista, que reforçou a importância do conhecimento do histórico familiar e do autoexame e destacou que a maioria dos nódulos não é câncer. Mas isso não tranquiliza, porque os números do Ministério da Saúde indicam a ocorrência de 73.610 novos casos da doença em 2023. Além disso, são registrados 18 a 19 mil mortes por ano (índice maior do que o câncer de colo de útero).

O Outubro Rosa foi criado nos Estados Unidos, na década de 1990. No Brasil, é lei desde 2018 e prevê iluminação de prédios públicos com a cor rosa, realização de eventos educativos e campanhas informativas de grande abrangência. A palestra sobre câncer de mama atraiu um grande público, principalmente mulheres, e teve a interlocução de Ana Alves, intérprete de Libras, o que será rotina nos eventos a partir de agora.

Um destaque foi a participação efetiva dos convidados, com questionamentos ao palestrante e depoimentos sobre a doença. A recepção ficou a cargo da presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), Tatiana Novaes e demais conselheiras, e do presidente da ACEFS, Genildo Melo, que ressaltou a importância da entidade não se limitar a ser um espaço para negócios, mas para discussão de questões de interesse da comunidade.

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ACEFS

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